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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Dia 22. Do mar para o deserto


Sexta-Feira, 20 de setembro de 2013.
De Tocopilla/Chile a San Pedro de Atacama/Chile (620 km).

Da abundância de água, junto às margens do oceano pacífico, à secura e aridez do deserto mais alto do mundo: o Atacama, no Chile... Este é o relato de mais um dia na Expedição América do Sul, uma viagem de moto que fiz acompanhado do primo Pedro passando por alguns países da América do Sul durante o mês de setembro de 2013. Uma viagem extraordinária em que foram vivenciadas muitas emoções ao longo do trajeto. Passamos calor e frio, tivemos alegrias e dificuldades, momentos de tranquilidade e apreensão. Continue lendo para acompanhar a viagem.


Trajeto do dia:


Trajeto detalhado:


Excesso de sono

Após o despertador tocar levantei-me e comecei a arrumar minhas coisas. Quando estava terminando, o Pedro bate na porta do quarto e comunica que tinha perdido a hora (havíamos ficado em quartos separados nesse dia). Enquanto isso, aproveitei para lubrificar a corrente da moto e fazer uma verificação geral, principalmente, nos parafusos aos quais conseguiria ter acesso. 


Exatamente às 10h estávamos prontos para a partida. Na noite anterior havia lavado algumas peças de roupa e, aquelas que não secaram, tratei de acomodá-las no varal. Mas, questionam-me: como assim? Não estavam quase que para iniciar o trajeto do dia? Respondo: 

"É certo que sim." 

Montei um varal bonito no lombo da moto. Tinha camiseta pólo, calça e camisa segunda pele, cuecas... vejam que maravilha:


Antes de deixarmos o hotel, o Pedro ainda tentou revisar o trajeto pelo mapa da internet. Enquanto isso, posicionei-me no portão, apenas aguardando o horário da largada.




Apreciando o oceano pacífico

Já na saída da cidade, nos deparamos com belas paisagens.




Em seguida, continuamos margeando o litoral sempre cercados, de um lado, pelas águas do oceano pacífico e, de outro, por altas e íngremes montanhas... até chegarmos em Antofagasta/Chile. É interessante comentar que o embaçamento presente em algumas fotos se deu pela grande quantidade de poeira levantada pela forte ação do vento que vinha do oceano.

Foto cedida pelo Pedro


Foto cedida pelo Pedro

Foto cedida pelo Pedro

Foto cedida pelo Pedro







Em Antofagasta/Chile, cruzamos a cidade inteira por uma avenida que tangenciava a praia do pacífico.



Foto cedida pelo Pedro

Quando tivemos oportunidade, entramos por uma abertura para veículos que permitia chegar até a areia da praia.


Foto cedida pelo Pedro

Assim, pudemos registrar várias fotos do encontro com o oceano pacífico.






Foto cedida pelo Pedro

Foto cedida pelo Pedro

Foto cedida pelo Pedro

Foto cedida pelo Pedro


Foto cedida pelo Pedro

Foto cedida pelo Pedro

Foto cedida pelo Pedro

Mão do Deserto

Finalizada mais uma rodada de fotos, era hora de conhecer a famosa escultura intitulada “Mão do deserto”. Ali, onde estávamos, já era quase a saída da cidade, porém, tivemos que voltar um pouco para o centro de Antofagasta/Chile a fim de encontrarmos um local para abastecemos as motos.

Em seguida, tomamos o rumo para o monumento “La Mano del Desierto” (a quase 70 km ao sul da cidade de Antofagasta/Chile, na Ruta 5 - Panamericana Norte). A escultura foi construída pelo escultor chileno Mario Irarrazábal e inaugurada em 1992. No caminho paramos para solicitar informações a respeito de onde estava localizada a estátua. Dica: na saída da cidade, em uma rotatória, ao passarem pela placa indicativa de sentido para "Coloso" e "Playa Escondida", parem e perguntem para o motociclista da camisa vermelha e capacete branco a respeito do caminho a tomar. Estou certo de que ele dará boas informações.






No percurso, entre Antofagasta/Chile e a Ruta 5, pensei que fosse ter problemas com a moto, pois, começou a fazer um barulho estranho, como se houvesse alguma peça solta. Contudo, foi apenas um parafuso que se soltara. Não sei qual é o nome da peça (que é emborrachada), mas, depois que esse parafuso que a prende se soltou, e a moto alcançava uma certa velocidade, a borracha começava a bater em algum outro ponto, causando o "estranho" barulho. Assim que descobrimos, fiquei mais despreocupado porque não teria problema deixar essa borracha ficar batendo, pelo menos, até San Pedro de Atacama/Chile. Então, a minha maior preocupação passou a ser, apenas, que o barulho iria me encher a paciência até eu encontrar uma oportunidade de amarrá-la com uma das presilhas que levara na bagagem.

Foto cedida pelo Pedro

Na fase de planejamento da viagem, estimamos que a distância a percorrer seria de uns 45 km a partir da bifurcação da ruta 28 com a ruta 5 (Panamericana Norte).

Foto cedida pelo Pedro

Na imagem a seguir, a seta na posição vertical, junto ao litoral, corresponde ao ponto onde pedimos informação ao motociclista e nos desviamos para o interior, nos afastando do litoral. A outra seta, na horizontal, representa o ponto em que pegamos a Ruta 5 em direção à "Mão do Deserto".



Assim, desde Antofagasta/Chile, somente vimos alguma placa indicativa da estátua quando já nos encontrávamos bem próximos dela. Consequentemente, antes disso, mais uma parada na estrada para pedir informação.




Foto cedida pelo Pedro

Ao chegarmos, observei que suas proporções fazem parecer que há um grande gigante de pedra debaixo da terra. Tivemos sorte, pois, havia poucas pessoas no local. Assim, conseguimos registrar com tranquilidade as nossas fotos. Ficamos pouco tempo, uns 20 minutos; depois disso, enquanto nos preparávamos para sair, chegou um ônibus de turismo aparentemente cheio de gente.


Foto cedida pelo Pedro


Foto cedida pelo Pedro

Foto cedida pelo Pedro





Rumo a San Pedro de Atacama / Chile - reta final

Quilômetros à frente, no sentido para San Pedro de Atacama/Chile, tivemos que parar no acostamento para abastecermos as motos com a gasolina dos galões reserva. Como já nos encontrávamos mais perto de San Pedro de Atacama/Chile, então, dividimos a gasolina do galão reserva do Pedro a fim de não perdermos muito tempo. Apenas como curiosidade, num dado momento, pela primeira vez na viagem, pegamos uma ventania forte a nosso favor, nos empurrando para frente até a chegada em San Pedro de Atacama/Chile.











Ao chegarmos percebi que a cidade estava lotada de turistas, muitos deles originários de várias partes do mundo, porém, estou certo de que naqueles dias a maioria era de chilenos, por causa do feriado nacional. Após procurarmos bastante, conseguimos achar um hotel, num local privilegiado e que permitia fácil acesso a restaurantes e ao centro comercial da cidade.







Consequentemente, logo depois de sermos conduzidos ao quarto do hotel, descarregamos as malas e fomos, imediatamente, procurar uma agência de turismo para contratarmos um passeio pelas atrações turísticas da região. Como ficaríamos pouco tempo (apenas um dia), escolhemos os Gêiseres Del Tatio e a Laguna Cejar.



Abastecendo motos e motociclistas

Após contratado o passeio do dia seguinte, fomos procurar um posto de gasolina para deixarmos as motos abastecidas para o dia da partida.




Algum tempo depois jantamos em um restaurante ao lado do hotel.  Bem no meio do restaurante havia uma fogueira para ajudar os turistas a se manterem aquecidos. Terminada a comilança, demos uma volta pelas ruas ao redor e voltamos para o hotel.






Hotel: $40.000 pesos chilenos (US$80,68)




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