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sábado, 2 de maio de 2015

Dia 14. Calmaria nas estradas nordestinas


Sexta-feira, 15 de agosto de 2014.
De Aquiraz/CE a Natal/RN (500 km).


Um dia de calmaria motocando pelas estradas e contornando o litoral nordestino.  Este é o relato de mais um dia na Expedição Litoral Nordestino, uma viagem de moto que realizei sozinho pelo nordeste brasileiro durante o mês de agosto de 2014. Belíssimas paisagens foram vistas e muitas experiências foram vividas: da calmaria de um encantador pôr do sol em Jericoacoara/CE à fuga alucinada, na calada da noite, em Petrolina/PE... fortes emoções foram vivenciadas. Continue lendo para acompanhar a viagem.

O que se leva da vida... é a vida que se leva! - Barão de Itararé

Trajeto do dia



Uma viagem tranquila

Como tinha ido dormir cedo na noite anterior devido ao cansaço originado da correria no Beach Park, então, nesse dia, madruguei para cumprir o trajeto até a cidade de Natal/RN. Assim, às 6h30 já motocava pela rua sem calçamento da pousada indo em direção a avenida principal do bairro.


Logo na saída da cidade tive uma bela visão do alvorecer a partir do alto da estrada.


O céu, quase sem nuvens, já anunciava que a viagem seria de muito calor e sob um sol de “rachar mamona”.



Mais adiante no trajeto, terminada a pista duplicada, cruzei com a placa de divisa dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte. Rapidamente, fiz o retorno, parei a moto ao lado da placa e tirei uma foto para registrar o momento.


Enquanto me preparava para retomar a viagem avistei o que parecia ser um grupo de ciclistas de viagem trafegando pelo acostamento. Resolvi esperar para vê-los passar. Só não perguntei para onde iam. Fiquei arrependido depois; deveria ter indagado, apenas por curiosidade. Paciência!



A estrada cruzava um terreno de vegetação um pouco mais seca e de altura baixa que permitia ver o horizonte até onde a vista alcançava, além disso, quase não havia árvores pelo caminho. Também, muitas eram as retas, me fazendo lembrar uma paisagem bastante parecida, presente no Chaco Argentino, e por onde passara em uma viagem anterior acompanhado do primo Pedro (veja o relato do “Dia 26. Uma reta de 500 km” da Expedição América do Sul para saber detalhes).


Mais à frente, o viaduto da pista principal estava em manutenção e os veículos eram obrigados a se desviarem para a via lateral. Já era por volta de meio-dia e aproveitando que o ritmo da viagem havia desacelerado terminei por encontrar um posto de boa aparência na saída da cidade onde parei para comer algo e tapar o buraco enorme que a fome já fazia em meu estômago.



Continuando a viagem vi belas paisagens.




Por diversas vezes também tive que reduzir a velocidade por causa dos animais à beira da pista.


Hora de trocar o óleo da moto

Cheguei em Natal pouco além das 14h. A última vez que havia trocado o óleo do motor fora em Belo Horizonte / MG, um dia antes de partir. Como a quilometragem parcial da moto já se aproximava dos 4.500 km, então, resolvi procurar uma oficina para realizar esse trabalho.


O lado da avenida por onde havia chegado estava bastante tranquilo em termos de movimento de veículos. Em compensação, o trajeto que o frentista do posto me indicou que tomasse para chegar na concessionária me obrigou a voltar pelo sentido contrario da avenida que, por sua vez, estava bastante congestionado.


Depois de ter enfrentado aquele terrível trânsito consegui chegar até a concessionária. Já eram umas 15h.


Perguntei se seria possível que trocassem o óleo da moto naquele momento e disseram-me que não haveria dificuldade alguma. Aproveitei e solicitei ao mecânico que inspecionasse alguns itens da moto, mais propensos a estragar como por exemplo as pastilhas de freio e corrente, à procura de qualquer vestígio aparente de problema. Porém, ao final, nada foi encontrado.


Onde é que vou dormir?

Alguns minutos depois de ter saído da concessionária dei de cara com o mar, visto lá do alto de uma avenida.


Após um rápido zigue-zague por entre algumas ruas do bairro, cheguei à avenida que contorna a praia e não precisei percorrê-la muito até encontrar o hotel que procurava.


Por falta de sorte ele já estava com todos os quartos lotados. Contudo, eu não estava com tanto azar assim, pois, o funcionário do hotel logo me informou que havia uma pousada bem ao lado, no prédio vizinho, e que lá poderia haver vagas. Fui conferir e “bingo”. Encontrei um quarto vago, simples, barato e bem limpinho... e ainda poderia contar com o restaurante da pousada, localizado no andar de cima.

Logo depois de descarregar minha bagagem sai em direção à empresa de turismo que tinha pesquisado anteriormente, na fase de planejamento, e que ficava localizada bem perto dali, na mesma quadra.

Ao chegar na frente da agência bati com a “cara” na porta. Depois de perguntar para um taxista parado na frente fui informado de que somente voltariam a abrir no dia seguinte. Confesso que fiquei um pouco preocupado, pois, não sabia em que horário começariam os passeios na manhã seguinte.

Retornando à pousada, qual não foi minha surpresa ao saber que bem ao lado da portaria havia outra agência de turismo. Não perdi a chance de ir assuntar informações a repeito do passeio às dunas de Genipabu.

Ao conversar com o funcionário perguntei-lhe se havia algum passeio programado para o dia seguinte e prontamente respondeu-me que ainda não. Então, combinamos que ele iria me encaixar em algum passeio às dunas de Genipabu na primeira oportunidade que surgisse.

Já eram umas 17h e a partir de então o que fiz foi somente dar uma volta à pé pela avenida da praia.




Hotel: R$50,00

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