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sábado, 12 de outubro de 2013

Dia 05. Faroeste boliviano: um tiro de 400 km e a fuga pela auto-estrada


Terça-feira, 03 de setembro de 2013.
De Corumbá/MS/Brasil a San José de Chiquitos/Bolívia (380 km)

Bandidos, trapaceiros, assaltantes, corrupção policial. Um tiro de 400 km e a fuga pela auto-estrada em meio ao faroeste boliviano... Este é o relato de mais um dia na Expedição América do Sul, uma viagem de moto que fiz acompanhado do primo Pedro passando por alguns países da América do Sul durante o mês de setembro de 2013. Uma viagem extraordinária em que foram vivenciadas muitas emoções ao longo do trajeto. Passamos calor e frio, tivemos alegrias e dificuldades, momentos de tranquilidade e apreensão. Continue lendo para acompanhar a viagem.


Trajeto do dia:



Trajeto de Corumbá/MS/Brasil a San José de Chiquitos/Bolívia - 380 km.
Trajeto de Corumbá/MS a San José de Chiquitos/BO.
Trajeto detalhado:

Trajeto detalhado de Corumbá/MS/Brasil a San José de Chiquitos/Bolívia - 380 km.
Trajeto detalhado de Corumbá/MS a San José de Chiquitos/BO.

Ajustes finais

Acordamos às 07:00. Tomamos um rápido café da manhã com as bolachas e barras de cereal que tínhamos e começamos a arrumar a bagunça criada na noite anterior. Posicionei a câmera em um ponto estratégico para registrar a arrumação. 

Nesse tempo, separamos toda a documentação que deveria ser apresentada na entrada da Bolívia:




Separando documentos para apresentar na fronteira Corumbá/Brasil - Bolívia.
Separando documentos para apresentar na fronteira Corumbá/Brasil.
Enquanto eu arrumava minha documentação, o Pedro passava pomada para dor e reclamava das costelas:


Pedro com dor nas costas passando anestésico.
Pedro com dor nas costas passando anestésico.
Após ter ajeitado os documentos em um local de fácil acesso no alforge, foi a vez de separar o itinerário do dia. Antes de sair de casa, e sempre faço isso em todas as viagens, imprimi a minha planilha de planejamento de viagem, contendo todas as cidades pelas quais iríamos passar (ou tangenciar). Gosto de fazer isso porque olhar no mapa nem sempre é o procedimento mais cômodo, pois, dá trabalho ter que tirá-lo da bagagem. Então, tirar do bolso da jaqueta apenas uma lista pequena, das cidades pelas quais passarei no dia e suas respectivas distâncias, é muito mais prático.


Selecionando o itinerário do dia.
Selecionando o itinerário do dia.
Saímos em torno das 11h30 debaixo de pouca chuva (porém, constante), e eu, precavido, coloquei a capa de chuva.


Montando a bagagem na moto.
Montando a bagagem na moto.
Enfim, prontos para enfrentar mais um dia:


Hora da partida rumo à Bolívia.
Hora da partida rumo à Bolívia.
Passamos em uma loja de motos para que o Pedro pudesse comprar um novo protetor de mão. Também comprei um lubrificante para passar nos encaixes das chaves da moto e do baú, que ficaram um pouco agarrados e difíceis de girar por causa da poeira e chuva acumuladas neles.

Enquanto o Pedro ficou na loja de motos, passei em um mercadinho para comprar água de 1,5 litros e algumas bolachas de maisena. Sempre gosto de levar água e comida para deixar guardados, no caso de acontecer alguma coisa e eu ter que esperar por ajuda na estrada.

Buscando informações, disseram-nos para procurarmos a polícia federal, no centro de Corumbá/MS mesmo, a fim de realizarmos os trâmites de saída do Brasil. Ficamos frustrados quando, ao chegarmos onde nos indicaram, os policiais informaram que todos os procedimentos seriam realizados diretamente na fronteira com a Bolívia.


Agora é para valer

Chegando na fronteira, então, registramos nossa saída do Brasil. Nesse momento, tive um breve sentimento de estar em "terra de ninguém"... por já estar formalmente fora do Brasil, mas, ainda não ter ingressado na Bolívia.

Receita Federal do Brasil - Corumbá. Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
Receita Federal do Brasil - Corumbá.
Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.

Fronteira Corumbá / Bolívia. Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
Fronteira Corumbá / Bolívia.
Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.


Controle fronteiriço da Bolívia. Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
Controle fronteiriço da Bolívia.
Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
Após chegarmos na Bolívia passamos, primeiramente, na migração boliviana (para registrarmos nossa entrada no país, preenchendo um questionário – inclusive, com perguntas sobre se portávamos drogas ou havíamos participado de ação terrorista) e, em seguida, na aduana (para fornecermos informações mais completas sobre nós e nossas motos). 

Para efetuar os procedimentos na aduana, tivemos que esperar mais de uma hora porque os funcionários estavam em horário de almoço. A aduana abre às 08h30 e fecha para o almoço e, depois, abre às 14h30. A Bolívia tem um fuso-horário de uma hora a menos que o horário de Brasília/GO.

Entregaram-nos documentos de migração para serem preenchidos e outro que deveríamos devolver ao deixarmos o país. Além disso, recebemos um documento declarando que estávamos entrando na Bolívia portando menos de US$10.000,00.

Declaração jurada de porte de menos de 50.000 USD. Foto da internet.
Declaração jurada de porte de menos de 50.000 USD.
Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.

Informações de migração. Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
Informações de migração.
Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.

Informações de migração. Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
Informações de migração.
Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
A migração fica à esquerda de quem entra na Bolívia (do outro lado, na pista de quem retorna ao Brasil), e a aduana, à direita (uma casa de cor azulada), poucos metros à frente de quem entra na Bolívia.

Depois de passarmos na aduana boliviana, recebermos a permissão para dirigir na Bolívia com veículo próprio e os procedimentos de entrada na Bolívia terem sido concluídos, fizemos câmbio para adquirir os $bolivianos necessários para nossa estada no país. Apenas para lembrar, dois documentos deveriam ser devolvidos no momento da saída do país: a permissão para dirigir na Bolívia com veículo próprio e o de migração para turismo que contém os dados pessoais do turista.

Declaração jurada para dirigir com veículo estrangeiro na Bolívia. Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
Declaração jurada para dirigir com veículo estrangeiro na Bolívia.
Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
Apenas como uma informação extra: podem ser realizadas as atividades de migração e, depois, voltar ao Brasil para dormir, porém, cada dia no Brasil, será um dia a menos na Bolívia. Para a primeira vez, a permissão é de 90 dias de estada na Bolívia.

Para estimular nossa imaginação e nos motivar ainda mais (digo em tom de ironia mesmo), nesse tempo em que fizemos os procedimentos de entrada na Bolívia, passaram diversas pessoas que conversaram conosco e comentaram que há muitos assaltos na região; outras, no entanto, falavam que era mais arriscado para pessoas sozinhas.

Os trâmites terminaram às 16h00 (horário boliviano) e não tivemos que pagar nada no decorrer deles.

Vai ou não vai?

Tudo pronto! Saíramos do Brasil. Estávamos na Bolívia.


Placas indicativas de cidades na Bolívia. Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
Placas indicativas de cidades na Bolívia.
Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa.
Horas antes no hotel, em Corumbá/MS, eu e o Pedro conversamos a respeito de continuar pela Bolívia ou, em último caso, eliminá-la do trajeto, contornando-a, para entrar no Peru pelo estado brasileiro do Acre. Contudo, não tivemos dúvida acerca do rumo final dessa prosa: era certo que iríamos pela Bolívia, afinal de contas, estradas mortais nos esperavam (referindo-me à estrada da morte - "Camino a los Yungas", que liga La Paz a Coroico). 

Decisão tomada, ou melhor, confirmada, rumamos para a fronteira com a Bolívia e, agora, confrontados por mais um dilema, discutimos a respeito de continuar a viagem no mesmo dia, apesar do horário e da chuva, ou prosseguir, com mais calma, no dia seguinte. Optamos por continuar, pois, iríamos apenas até San José de Chiquitos e, dessa forma, não sairíamos do cronograma. 


Nessas circunstâncias, o que mais nos motivou a continuar foi o fato de estar chovendo na hora. Tempestivamente, num último suspiro, ainda externalizei minha percepção da situação: 


"Bem, tá chovendo, ladrão não gosta de chuva, tá em casa. Melhor irmos agora."

O Pedro, sabiamente, confirmou:
"é mesmo, ladrão não gosta de chuva!" 

E com convicção espartana, a tropa avançou.

Como queríamos estar certos de que o documento que nos foi entregue na aduana boliviana (a permissão para dirigir no país) seria suficiente para prosseguirmos viagem Bolívia adentro, então, resolvemos passar em Puerto Suárez (a 10 km da fronteira), e encontrar a polícia local, para esclarecermos se precisaríamos de mais algum documento. Quem não está com todos os documentos necessários para dirigir na Bolívia, corre o risco de ter o veículo apreendido se passar de San José de Chiquitos/BO. 

ATENÇÃO!: Não se deve seguir viagem, Bolívia adentro, se você não tiver a permissão para dirigir com veículo próprio nesse país (Declaración Jurada de Ingreso y Salida de Vehículos de Uso Privado para Turismo). Pelo contrário, seu veículo poderá ser apreendido pela polícia local e não se terá direito a reivindicação. Caso queira prosseguir assim mesmo, será por sua própria conta e risco. Para aqueles, mais teimosos, que possam achar que sou meio depressivo e tenho alucinações, clique aqui (site do Consulado Geral do Brasil na Bolívia) e poderá acessar uma boa fonte de sustentação para o meu alerta.

Procuramos uma delegacia de polícia e conversamos com um policial que nos garantiu que estávamos com todos os documentos necessários para transitar no país. Na saída, passamos em um posto de gasolina para comprovarmos, também, se teríamos dificuldades para abastecer. Mesmo com a presença dos militares (há, pelo menos, um militar em cada posto para supervisionar a venda de combustível), não tivemos obstáculo algum, porém, pagamos o preço para estrangeiros que era de três vezes o preço praticado para os bolivianos.

Enfim, partimos, e em uma rotatória mal sinalizada, enganei-me e comecei a voltar para o Brasil, mas, o Pedro foi ligeiro e me avisou. Meia volta, volver! Havia muito barro e areia na saída da cidade, com pouca estrutura e ruas sem calçamento. Também, muitos animais na estrada. Achei até engraçado, pois, as placas começaram sinalizando a respeito de cervos, em seguida, mudaram para vacas e, depois, touros. Não! De elefantes não vi...

Fomos em frente e encontramos uma estrada muito nova e em perfeitas condições. Ao longo do caminho,  observei que os cruzamentos são diretamente em forma de cruz e não existem rotatórias para quem vai cruzar a estrada.


Testar direito os equipamentos é essencial

Seguíamos, muito provavelmente, pelo percurso mais perigoso de todo o nosso trajeto, por causa dos assaltos e violência, bastante frequentes na região. Não queríamos parar, principalmente perto de Roboré. Realmente não paramos! Nossa primeira parada foi na própria rodovia, entre Puerto Suarez e Roboré, a quase 200 km da fronteira, para abastecermos o tanque das motos com a gasolina reserva que tínhamos no galão extra que cada um de nós levava. Aproveitamos para tirar algumas fotos do bonito por do sol.


Pôr do sol na RN4 - Bolívia. Foto cedida pelo Pedro.
Pôr do sol na RN4 - Bolívia. Foto cedida pelo Pedro.

Primeiro abastecimento usando galões reserva de gasolina. Foto cedida pelo Pedro.
Primeiro abastecimento usando galões reserva de gasolina.
Foto cedida pelo Pedro.

Abastecimento na RN4 - Bolívia. Foto cedida pelo Pedro.
Abastecimento na RN4 - Bolívia. Foto cedida pelo Pedro.
Nesse momento de abastecimento tive mais uma surpresa com meu equipamento de viagem, ou seja, meu galão reserva de gasolina não prestava para abastecer o tanque. Sim, eu o testei antes da viagem... e darei mais detalhes: em casa, logo depois de comprar o galão, eu o enchi com água e testei, simulando o enchimento de um tanque de gasolina. 

Tinha conseguido encher, tranquilamente, a garrafa pet que me ajudou no teste, utilizando o funil que também havia comprado para a viagem. O problema foi que a gasolina, como é menos densa e mais leve que a água, não saiu do galão da mesma forma como aconteceu com a água, obviamente, escorrendo primeiramente por toda a lateral do galão antes de chegar, em forma de chuva, no tanque de gasolina. Precisei usar quase metade da minha água, comprada em Corumbá/MS, para limpar a gasolina derramada em cima do tanque.

Consequentemente, esse pequeno detalhe, fui descobrir apenas na hora do aperto, quando precisei utilizar o galão para abastecer o tanque já na reserva. Pode-se ver, na imagem a seguir, o galão de gasolina (recipiente branco) que levei na viagem:



Bagagem utilizada na viagem.
Bagagem utilizada na viagem.
A partir de então, passei a utilizar o galão de gasolina do Pedro para abastecer o tanque da minha moto e usava o meu apenas para transportar o combustível. Tivemos que cortar, de improvisação, uma garrafa pet ao meio para utilizá-la como funil. Assim, sempre que precisávamos do combustível dos galões, eu esperava o Pedro abastecer a moto dele para, em seguida, passar a gasolina do meu galão para o dele e, somente depois, encher o tanque da minha moto usando o galão de gasolina do Pedro.


Calma, pois, já estamos chegando

Motores novamente ligados, seguimos em frente e, quando percebemos, já era noite, o que nos obrigou, naturalmente, a reduzir um pouco a velocidade. A partir daí, eu ficava apreensivo por cada carro que chegava perto de nós, pois, pensava que a aproximação de um veículo poderia ser a de assaltantes tentando nos alcançar (mesmo tendo anoitecido, ainda estávamos rápidos, pois, a estrada era boa e a chuva havia parado); ou, se ultrapassávamos algum carro, e ele demorasse a ficar distante, logo imaginava que teríamos ultrapassado e estimulado uma perseguição furtiva. O mesmo receio surgia quando cruzávamos um carro, eu logo o vigiava pelo espelho retrovisor para ver se não iria diminuir e fazer a volta. Foi um percurso tenso.

Enfim, chegamos em San José de Chiquitos, às 22h00 (horário local) e procuramos um posto de gasolina. O único que vimos estava fechado. Paramos em um posto da polícia e chamamos por alguém, contudo, ninguém nos atendeu. As luzes estavam acesas, mas, aparentemente não havia ninguém.

Paramos para perguntar aos moradores do local onde poderíamos encontrar um posto de combustível aberto àquela hora. Enquanto isso, passou um moto-ajudante e ofereceu ajuda para nos guiar a um dos moradores que vendiam gasolina em casa e, depois, a um hotel. Aceitamos imediatamente após a resposta de que não teria nenhum posto aberto. O rapaz da moto que nos ofereceu ajuda estava uniformizado, mas, fiquei receoso de que fosse alguma armadilha. “Sim, eu estava lunático mesmo”!... O Pedro já tinha rodado 73 km na reserva do tanque de gasolina da moto.

Abastecemos com gasolina armazenada em garrafas pet e chegamos no hotel. Descarregamos as malas e o dono do hotel nos guiou ao quarto onde ficaríamos. Estava bastante frio. Fui tomar banho e o chuveiro parecia estar desligado, ou com algum problema, pois, não esquentava a água nunca. Fechei a torneira, voltei para o quarto e falei para o Pedro: 

“Terminei, banho gelado eu não tomo, é a sua vez!"

Ele nem quis entrar no banheiro... Resolvi perguntar ao dono do hotel e ele esclareceu a questão, ligando a chave de energia do chuveiro.

Sim, banho tomado! Lanchei no quarto mesmo, fiz backup dos vídeos e fotos e fui dormir.

Imagem do quarto do hotel, tirada na manhã do dia seguinte:


Quarto do hotel em San José de Chiquitos / Bolívia.
Quarto do hotel em San José de Chiquitos / Bolívia.
Hotel: $125,00 bolivianos (US$17,96)

Dicas de viagem

  • Em viagens internacionais, nos dias em que for necessário cruzar a fronteira, deixe toda a documentação em local de fácil acesso na bagagem a fim de poupar tempo.
  • Na Bolívia, apenas tivemos que apresentar um documento de identificação pessoal (passaporte ou RG), a carteira de motorista e o documento da moto tendo como proprietário quem a está pilotando ou o carona da moto. O comprovante de vacinação contra a febre amarela não nos foi cobrado.
  • Até a data da nossa viagem, nenhum valor nos foi cobrado para a realização dos trâmites de passagem pela fronteira da Bolívia.
  • ATENÇÃO: Esteja atento para que lhe seja entregue a Declaración Jurada de Ingreso y Salida de Vehículos de Uso Privado para Turismo. Não vá além de San José de Chiquitos sem esse documento, sob pena de ter seu veículo apreendido (leia-se confiscado) pelas autoridades bolivianas.
  • Caso você ainda não tenha feito câmbio de “reais” para “bolivianos”, há casas (digo, barracas) de câmbio nas imediações do controle fronteiriço da Bolívia. Nesse caso, não se preocupe, você sempre sairá em desvantagem, porém, apenas tome o cuidado de saber como identificar uma nota falsa Boliviana.
  • Cuidado com a autonomia do tanque de gasolina de sua moto. Tínhamos autonomia de 15 litros de gasolina em cada moto e ainda assim tivemos que abastecer com gasolina armazenada em um galão extra, pois, em alguns pontos a distância entre os postos de combustível era maior do que a autonomia das motos. Ao longo do relato faço comentários nos pontos em que tivemos que utilizar a gasolina do galão reserva.
  • Segundo alguns relatos que li a respeito de problemas na Bolívia, boa parte deles ocorreu nas imediações da cidade de Roboré/BO, a aproximadamente 200 km de Corumbá/MS. Portanto, é aconselhável tomar muito cuidado se você resolver entrar na cidade.
  • Na Bolívia, não tivemos que pagar pedágio em nenhuma praça de pedágio por onde passamos.



SOBRE O AUTOR

3 comentários:

  1. ola, vou fazer este percurso de moto em setembro agora, não entendi porque vc colocou como ''faroeste'', sofreu alguma tentativa de assalto? ou só piração mesmo rsrsrs abraço!

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    Respostas
    1. Olá. Boa noite! Não houve nada realmente. Nenhum assalto ou ameaça iminente. Usei esse título, como se diz, apenas como força de expressão.

      Mas, confesso que é uma região perigosa. Procurando na internet, antes de realizar a viagem, li relatos de assalto e ameaças.

      Enquanto esperávamos os procedimentos de migração e aduana, por curiosidade, algumas pessoas nos abordaram para conversar, saber a respeito da viagem, etc. Algumas delas realmente confirmaram nossos receios sobre a falta de segurança na região, principalmente para quem se arrisca em viagem solo. Inclusive, nos alertaram a não parar na estrada.

      Enfim, de qualquer maneira, é bom tomar cuidado e estar sempre atento. Ainda voltarei na Bolívia para conhecer o Salar de Uyuni e outras atrações.

      Um abraço! Boa viagem! Você vai gostar do passeio.
      Fique à vontade para perguntar...

      Kallás.

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  2. Vou com minha namorada com uma XRE, está pronto, só esperar as férias hehe, tenho algumas outras dúvidas que vou aproveitar perguntar;
    é dificil mesmo conseguir abastecer e os postos recusam (alguns) vender?
    consigo fazer Corumbá até Santa Cruz no mesmo dia?
    ja fez o trecho de Santa Cruz a Sucre? gostaria de saber se lá também é perigoso,desde já agradeço!

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